3 de fevereiro de 2016

Entenda por que a Tarifa de Curitiba é abusiva


Na manhã de segunda-feira (01) a cidade de Curitiba amanheceu cinza. Apesar dos sequentes protestos, os trabalhadores e usuários do Transporte Coletivo deram de cara com a novidade de uma tarifa maior do que a anterior, considerada abusiva ainda sim.

Durante as ultimas semanas, diversos movimentos se mobilizaram para se posicionar contra o aumento da tarifa. Apesar do posicionamento da população, a prefeitura de Curitiba manteve o posicionamento a respeito do aumento e na sexta-feira (29) anunciou que o valor seria de R$ 3,70 a partir de hoje.

Entenda o cenário do Aumento da Tarifa:


- O que a abertura das planilhas traria para a população?
 O poder popular se dá a partir da participação da sociedade civil e fiscalização do poder público realizada pelas instituições representativas e também pelas auto organizadas. Na prática a abertura de planilhas possibilitaria que houvesse maior participação, além de fiscalização. Nesse caso,haveria maior possibilidade de que a população pudesse se organizar de modo mais articulado em torno de seus direitos como usuários e clientes.


- O que o TCE afirma a respeito da tarifa?
 Em 2013 o Tribunal de Contas do Estado realizou auditoria na área de Transporte Urbano Urbanização de Curitiba S/A e no Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), tendo como resultado em uma tarifa mais realista de R$2,25. Nessa conta, pelo menos cinco itens são considerados abusivos e os que têm maior peso são: Im­posto de Renda de Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre Lucros Líquidos. 

 Desse modo temos alguns apontamentos que mostram-se apenas a ponta do iceberg da tarifa abusiva que se instala em Curitiba.



                 
- O que o governo do estado e a Prefeitura tem a ver com a desintegração entre Curitiba e as Regiões Metropolitanas: O contrato válido hoje foi fechado na prefeitura Richa no ano de 2010. O contrato que é válido hoje foi feito durante a Prefeitura de Beto Richa em 2010. Dentre as práticas duvidáveis previstas no documento, temos que as empresas que detém o oligopólio do transporte coletivo, terão a concessão válida por pelo menos 30 anos

- Qual a relação da greve de ônibus com o aumento da tarifa?
 As empresas de ônibus declaram que não há dinheiro suficiente para realizar o pagamento devido aos trabalhadores do ramo, justificam que seria necessário um aumento da tarifa para que fosse possível pagar o proletariado. Na prática temos um ciclo vicioso no qual as grandes empresas permanecem sem pagar o salário dos funcionários, provocando paralisação do sistema e então a justificativa vã de que seria necessário aumentar o valor da passagem. Ao final, o oligopólio das oito empresas de transporte que detém a licitação dos contratos permanecem no lucro, precarizando a mão de obra do trabalhador e da trabalhadora e quem paga a conta é o próprio usuário.

Fonte: RVaz Arte

-Denúncia Gazeta do Povo realizada em 2015:
 Os auditores que pedem a redução da tarifa vão além. “Os empresários pegam o lucro das captadoras [empresas de ônibus] e transferem para essas empresas de participação. Por isso os balancetes das viações estão sempre deficitários”, disse um dos integrantes das comissões que apura irregularidades na concessão há dois anos. Os entrevistados, que pediram para não se identificar, defendem que quem deve se manifestar sobre o caso é o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Fonte: http://goo.gl/QkrIHF.


Nos próximos dias falaremos um pouco mais a respeito de cada um desses fenômenos que levam à uma crise no Transporte de Curitiba e que vem se arrastando com maior força desde 2013. O que se dá na medida que a população se mostra envolvida na denuncia e fiscalização das empresas que devem servir à ampla sociedade.

# Redes Sociais